quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cranberry

A cranberry é uma fruta pequena, de cor vermelha, nativa da América do Norte. Nos Estados Unidos ela é consumida desde o ano de 1620. Atualmente também é cultivada no Canadá e Chile. Nesses países são consumidas na forma in natura, sucos, molhos e secas. Aqui no Brasil a encontramos na forma de suco, que é feito a partir do concentrado da fruta que vem congelado do Chile, ou em cápsulas.


Apresenta em sua composição antocianidinas, compostos fenólicos, flavonóides, proantocianidinas e taninos. Não contêm gordura e seu teor de sódio é baixo. Por contêr essa enorme variedade de nutrientes a cranberry age beneficiando o organismo de diversas maneiras.

Cranberry e a saúde do trato urinário
A proantocianidina presente na Cranberry impede que as bactérias, especialmente a Escherichia coli, fiquem grudadas e se reproduzam no epitélio do trato urinário e conseqüentemente reduz a reprodução da bactéria que causa a infecção. O poder anti-adesão da cranberry dura por até 10 horas após seu consumo, por isso recomendamos a ingestão de 2 porções de 240 ml suco ao dia no intervalo de 10 horas para obter esse efeito protetor.

Cranberry e a saúde cardiovascular
A cranberry é boa fonte de fibra, flavonóides e compostos fenólicos que oferecem diversos benéficos à saúde do coração. Os flavonóides e compostos fenólicos presentes na cranberry inibem a oxidação do LDL-colestrol (ruim), reduzindo o risco de aterosclerose, que é o acumulo de LDL nas artérias.

Cranberry e a saúde dental
Um componente de alto peso molecular da cranberry tem a habilidade de reverter e inibir a agregação de determinadas bactérias orais responsáveis pela placa dental e doença peridental (cárie). Por este motivo a cranberry tem sido proposta no tratamento profilático das doenças bucais.

Cranberry e a saúde do estômago
Similar à capacidade de impedir a adesão das bactérias ao trato urinário, a cranberry também impede a adesão da Helicobacter pylori ao epitélio gástrico, prevenindo o surgimento de úlceras. A infecção por H. pylori esta relacionada ao câncer de estômago, refluxo gastroesofágico e gastrites.

A dose de 240 ml, duas vezes ao dia do suco da cranberry é o suficiente para que tenhamos todos os benefícios citados acima.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Alimentação para maratonistas

A maratona é, sem dúvida, uma das competições esportivas mais exigentes em termos de desgaste muscular, fisiológico e psicológico. Completar uma maratona é um desafio emocionante, mas que exige uma excelente condição física e psicológica, enorme força de vontade, preparação longa e muito rigorosa e grande perseverança ao longo dos meses de preparação. Neste contexto, um planejamento cuidadoso da alimentação deve ser priorizado. A seguir, estão algumas dicas nutricionais para diferentes fases dessa preparação:




Fase de treinamento:

·      Tente balancear os nutrientes nas refeições, especialmente no café da manhã, almoço e jantar: Para isso, escolha alimentos dos diferentes grupos alimentares: carboidratos (pães, cereais integrais, massas, arroz, etc.), proteínas (carnes, ovos, leite e derivados), vitaminas e minerais (hortaliças, verduras e frutas), fibras e água;
·      Procure fazer uma média de quatro ou mais refeições por dia, mesmo que seu objetivo esteja associado à perda de peso. Neste caso reduza as quantidades e nunca "pule" uma refeição. Tenha sempre o hábito de comer logo após os treinos, o que facilita muito a recuperação.
·      Nos treinos longos, consuma carboidratos a partir da primeira hora. As melhores opções são os géis de carboidrato ou bebidas esportivas, que contém carboidratos.
·      Hidratar-se.

Antes da prova:
·      O principal objetivo nesta fase é armazenar energia no músculo. São aumentados, portanto, os carboidratos na dieta, como batata, arroz, pães, massas, etc. Esses alimentos devem ser aumentados três dias antes da prova.
·      É importante evitar a ingestão de gorduras, grãos e fibras (folhas, verduras e legumes) em excesso, pois podem causar má digestão. Evite molhos e recheios gordurosos dos pães e massas.
·      As fontes protéicas (carne, frango, peixe, ovos, queijos e etc.) deverão ser consumidas em menores porções, já que a fonte principal de energia deve ser dos carboidratos.
·      Hidratar-se.


No dia da prova
·      Café da manhã: evite as fibras e alimentos gordurosos. Retire as cascas e bagaço das frutas. Evite consumir alimentos que não façam parte do seu hábito alimentar. Um bom exemplo é pão com queijo branco + 1 copo de suco de laranja (coado) + 1 pedaço de bolo simples. Essa refeição deverá ser rica em carboidrato e pobre em proteína.
·      Durante a prova: Na primeira hora, o importante é a hidratação. Beba água, e se a temperatura estiver alta e/ou o ritmo forte, consuma também uma bebida esportiva. Nas horas seguintes, deve-se consumir carboidratos (géis ou bebidas esportivas). Um gel a cada 40 minutos é quantidade ideal, mas lembre-se de consumi-los junto com a água.
·      Após a prova: é importante repor as energias gastas durante a atividade física. Nas primeiras horas após a prova, deve-se consumir carboidratos para ajudar na recuperação dos estoques de energia.  A reposição de proteínas deve ocorrer nesta fase também. Deve ser em pequenas porções de leite ou derivados, frango, peixes ou outras fontes magras. Uma boa sugestão de refeição pós-prova é um prato de massa com proteína magra ou sanduíche de frios magros + frutas. Imediatamente após a prova o atleta deve começar a repor os líquidos, de forma continua e fracionada.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Alterações metabólicas e nutricionais associadas ao ciclo menstrual

O ciclo menstrual é dividido de forma simplificada em duas fases: a folicular e a lútea. A fase folicular é o período entre o sangramento e a ovulação, caracteriza-se pela presença do hormônio luteinizante e estrógeno, estes promovem o crescimento do folículo ovariano e a ovulação. Já a fase lútea inicia-se  logo após a ovulação estendendo-se até o inicio do sangramento, caracteriza-se pelo aumento do estrógeno e progesterona. Quando não ocorre a fertilização, há uma redução dos hormônios estrógeno e progesterona que gera a degeneração do endométrio (o sangramento).

Os hormônios sexuais femininos (endógenos e exógenos) influenciam o sistema cardiovascular,  respiratório e o metabolismo. Muitas dessas alterações (aumento da temperatura corporal, hiperventilação e aumento do volume plasmático) ocorrem durante a fase lútea, quando os níveis de progesterona estão elevados. A progesterona é responsável pela retenção de líquidos e sódio na fase pós ovulatoria.

Durante a fase folicular tardia (quando o estrógeno está em seu nível máximo) o HDL-colesterol (bom) é mais elevado (6%) se comparada à fase do sangramento e o LDL–colesterol (ruim) é mais baixo na fase lútea (quando o estrógeno e progesterona estão elevados). A redução do LDL-colesterol ocorre por ação do estrógeno aumentando a atividade do receptor hepático de LDL. Já a elevação do HDL ocorre pela redução da atividade da lípase lipoproteica, reduzindo a remoção do HDL na fase lútea.

Os hormônios agem no metabolismo do cálcio, magnésio e vitamina D. Já em relação ao ferro, encontra-se valores de hemoglobina, ferritina e transferrina mais baixos nas mulheres em fase de sangramento e mais altos na fase lútea.

A variação de peso durante o ciclo menstrual é provocada pela oscilação hormonal, onde há o aumento da ingestão energética e do apetite e o desenvolvimento de algumas compulsões alimentares, principalmente por chocolate, na fase pré-menstrual.

A tensão pré menstrual ocorre principalmente na fase lútea é caracterizada por sensibilidade no seio, alteração na função intestinal, retenção hídrica, alterações de humor, dor de cabeça, alterações de apetite e comportamento alimentar, acne entre outras. A causa não é bem compreendida, algumas das hipóteses são o excesso de estrógeno, deficiência de progesterona, retenção hídrica e deficiência de vitamina B6.

Recomenda-se eliminar o açúcar, sal, cafeína, álcool, carne vermelha e alimentos gordurosos nesse período. A alimentação deve ser fracionada, entre 5 e 6 refeições, ingerir ao menos 2 litros de líquidos (água, chás e sucos não industrializados) e praticar atividade física pelo menos 3x pro semana.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Nutrição e a culinária Japonesa

Nunca se comeu tanta comida japonesa no Brasil como hoje. O principal motivo dessa afirmação se dá pelo fato de ser considerada uma alimentação saudável por ser composta basicamente por alimentos naturais.
A base da alimentação japonesa é composta por algas, arroz, chá verde, gengibre, peixes, vegetais e soja. Nutricionalmente falando, todos esses alimentos são considerados saudáveis, pois fornecem proteínas, carboidratos, gorduras “boas”, vitaminas e minerais e são pobres em gordura saturada e colesterol. Mas não podemos nos esquecer que por mais saudável que seja a comida japonesa também fornece calorias, e por isso seu consumo deve ser moderado.

Abaixo seguem os principais alimentos da culinária japonesa e quais benefícios eles trazem à saúde.

Algas marinhas: são fontes alimentares de vitamina C, cálcio, potássio, ferro, magnésio e fibras. Dessa forma, ajudam o sistema imunológico, controlam a pressão arterial, melhoram o funcionamento do intestino, reduzem a absorção de gordura e promovem saciedade.

Chá Verde: contém alta concentração de antioxidantes como as catequinas, carotenóides e flavonóides, além de cafeína e minerais. Dessa forma reduz as taxas de colesterol, controla a pressão arterial, ativa o sistema imunológico, reduz o risco de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além disso é um poderoso diurético.

Cogumelos: são fontes de vitaminas do complexo B, proteínas, fósforo, ácido fólico e fibras. Sendo assim ajudam na saúde mental, na manutenção dos tecidos, ossos e dentes, melhoram o funcionamento do intestino, reduzem a absorção de gordura, promovem saciedade, além de prevenir doenças cardiovasculares e Alzheimer.

Gengibre: possui ação bactericida e desintoxicante, além de ser um poderoso termogênico. Além disso, age no sistema digestivo, evitando enjôos, náuseas e ajuda na digestão de alimentos gordurosos.

Gergelim: é excelente fonte de cálcio, vitaminas do complexo B e especialmente a E. Sendo assim, é um poderoso antioxidante, protege as células da ação dos radicais livres, ajuda a manter ossos e dentes saudáveis, reduz os processos inflamatórios, além de elevar as taxas do HDL “colesterol bom”.

Peixes (atum e salmão): são ricos em ácidos graxos ômega-3 que evitam a formação das placas que obstruem as artérias, reduzem o colesterol e combatem os triglicerídeos.

Tofu: rico em proteínas e minerais como o magnésio, potássio, cobre e selênio. Ajuda o proteger os músculos e combater o câncer, além disso, possui a saponina, que potencializa a absorção do cálcio, ajudando na boa saúde dos ossos e dentes.

No entanto existem algumas desvantagens também, é uma alimentação deficiente em ferro, uma vez que não há o consumo de carne vermelha. No molho de soja há em sua composição um alto teor de sódio, provocando retenção hídrica e elevação da pressão arterial, prefira consumir a versão light, uma vez que este possui menor teor desse nutriente. 




Calorias dos principais alimentos da culinária



Alimento
Quantidade
Calorias
Missoshiru
250 ml
71,90
Yakimeshi
170 g
318,28
Harumaki de carne
1 unid
132,50
Saladinha oriental
250 g
74,90
Guioza
5 unid
338,66
Niguiri kani
2 unid
92,22
Niguiri salmão
2 unid
97,70
Niguiri camarão
2 unid
79,61
Niguri atum
2 unid
85,96
Niguiri skin
2 unid
74,19
Sashimi salmão
5 unid
90,85
Sashimi atum
5 unid
73,00
Temaki kani
1 unid
145,39
Temaki califórnia
1 unid
155,52
Temaki salmão
1 unid
166,01
Temaki skin
1 unid
176,58
Temaki atum
1 unid
164,49
Temaki camarão
1 unid
107,54
Kappamaki
8 unid
150,89
Tekamaki
8 unid
172,60
Skin uramaki
8 unid
239,76
Califórnia uramaki
8 unid
214,14
tuna uramaki
8 unid
301,82
Hot roll
6 unid
304,86
Califórnia roll
8 unid
452,43




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nutrientes - 2ª parte


Os micronutrientes

As vitaminas são substancias necessárias para o crescimento e manutenção do organismo. Não fornecem energia, mas são essências para as reações energéticas, regulam as funções celulares e favorecem o sistema imunológico. São divididas em dois grupos: hidrossolúveis e lipossolúveis. As hidrossolúveis são as vitaminas solúveis em água, facilmente absorvidas no intestino, são as vitaminas do complexo B, C, ácido fólico, ácido pantotênico e biotina. Já as vitaminas lipossolúveis são as vitaminas que precisam da presença de gordura para ser absorvidas, são as vitaminas A, D, E e K.

Vitamina A: a principal função dessa vitamina é a de garantir a boa saúde dos olhos, pois é capaz de reconstituir pigmentos na retina, prevenindo a degeneração macular, participa do sistema imunológico e por ter efeito antioxidante, contribui para regeneração da pele, redução de manchas e acne.
Fontes: abóbora, cenoura, chicória, espinafre, gema de ovo, fígado, manteiga e manga.
Deficiência: cegueira noturna, desidratação da  córnea, cegueira, risco de infecções e morte.
Excesso: dor de cabeça, descamação da pele, aumento do baço e dos rins, espessamento ósseo e dores articulares.

Vitamina D: fortalece nossos ossos e dentes por fixar o cálcio e ferro, impede a perda de massa óssea e fortalece o sistema imunológico.
Fontes: castanhas, gérmen de trigo, óleo de vegetais e de fígado de peixes e peixes (principalmente salmão).
Deficiência: crescimento e reparação dos ossos de forma anormal, raquitismo nas crianças, osteomalácia nos adultos e espasmos musculares.
Excesso: Falta de apetite, náuseas, vômitos, fraqueza, nervosismo, sede, ardor cutâneo, insuficiência renal, depósitos de cálcio por todo o corpo.
Observação: Precisamos nos expor ao sol diariamente por 15 minutos para ajudar o organismo a fixar a vitamina D.

Vitamina E: é uma vitamina antioxidante (combate os radicais livres). Reduz os danos musculares, combate as doenças cardiovasculares e reduz o risco de doença obstrutiva crônica.
Fontes: amêndoas, castanha do Pará, gérmen de trigo, óleos vegetais, ovo e peixes.
Deficiência: ruptura dos glóbulos vermelhos e lesões nervosas.
Excesso: aumento das necessidades de vitamina K.

Vitamina K: essa vitamina é essencial para a produção de protrombina (substância indispensável para a coagulação sanguínea), além disso, ajuda na manutenção dos ossos e inibe o enrijecimento das artérias.
Fontes: acelga, brócolis, couve de bruxelas e espinafre.
Deficiência: hemorragia.

Vitamina B1: também conhecida por tiamina, interfere diretamente no metabolismo dos carboidratos, pois faz parte de uma enzima essencial para degradação do glicose e produção de energia,além disso participa da fabricação de neurotransmissores (substâncias que levam os sinais de um neurônio a outro), por isso influencia no nosso humor e evita a fadiga e a perda da memória.
Fontes: cereais integrais, fígado, frutos do mar, gema de ovo, leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha), leite e levedo de cerveja.
Deficiência: beribéri nas crianças e adultos, com insuficiência cardíaca e funcionamento anormal do sistema nervoso e do cérebro.

Vitamina B2: também conhecida por riboflavina, auxilia no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas, sendo essencial para a produção de energia, além disso é importante para a saúde dos olhos, pele e cabelos.
Fontes: aves em geral, cereais integrais, gema de ovo, leite e seus derivados e peixes.
Deficiência: descamação dos lábios e boca e dermatite.

Vitamina B3: também conhecida como niacina participa do metabolismo energético dos carboidratos, gorduras e proteínas, influencia na formação do colágeno e no cérebro participa da formação da adrenalina, influenciando a atividade nervosa.
Fontes: carnes em geral, cereais integrais, fígado e leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha).
Deficiência: pelagra (dermatose, inflamação da língua, alteração da função intestinal e cerebral).

Vitamina B5: também conhecida com ácido pantotênico, participa do metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas, sendo importante na manutenção e reparação das células e tecidos. Participa das reações que fornecem energia e no metabolismo dos medicamentos.
Fontes: batata doce, brócolis, carnes magras, fígado, gema de ovo e leite.
Deficiência: doenças neurológicas e ardor nos pés.

Vitamina B6: também conhecida como piridoxina, age diretamente sobre o DNA, evitando algumas falhas durante a sua duplicação. Além disso, influencia no humor pois participa da produção de alguns neurotransmissores (serotonina, dopamina).
Fontes: atum, banana, batata, feijão e milho.
Deficiência: convulsões em crianças, anemias, perturbações nervosas e cutâneas.

Vitamina B9: também conhecido como ácido fólico, participa do processo de divisão celular, na formação e maturação das hemácias e leucócitos na medula óssea.
Fontes: feijões, fígado, gema de ovo, gérmen de trigo, vegetais folhosos verde escuros.
Deficiência: diminuição no número de todos os tipos de células.

Vitamina B12: também conhecida como cobalamina, é de fundamental importância para formação das hemácias, assim como para saúde dos tecidos nervosos.
Fontes: aves, batata, fígado, leite e seus derivados e ovos.
Carência: anemia (nos vegetarianos rigorosos e nas pessoas que têm uma infestação por tênia), algumas perturbações psiquiátricas e visão diminuída.

Vitamina C: necessária para a produção de colágeno, manutenção dos tecidos e vasos, participa da formação dos dentes e ossos, facilita a absorção do ferro, aumenta a resistência às infecções e favorece a cicatrização de queimaduras. Além disso, é um poderoso antioxidante, protege contra certos tipos de câncer e combate o envelhecimento.
Fontes: frutas, principalmente acerola, caju, kiwi e laranja, limão e vegetais crus.
Deficiência: escorbuto (hemorragia, queda dos dentes, inflamação das gengivas).

Os minerais

Os minerais são substâncias inorgânicas, ou seja, não podem ser produzidos pelos seres vivos, e são obtidos através da alimentação.
Desempenham algumas funções importantes para o organismo: estrutural (participam da formação dos dentes e ossos), funcional (participam da manutenção do ritmo cardíaco, da contração muscular e nas atividades neurológicas) e regulador (agem como parte das enzimas e hormônios que regulam a atividade celular).

Cálcio: é essencial para p transporte de ferro, alem disso, garante a boa formação e manutenção dos ossos e dentes.
Fontes: couve, folha de nabo e mostarda, leite e seus derivados, moluscos, ostras, sardinha e tofu.

Ferro: é um componente da hemoglobina e é importante no transporte de oxigênio.
Fontes: carne, camarão, fígado, gema de ovo, grãos de cereais integrais, hortaliças verde escuras, leguminosas e ostras.

Fósforo: atua em conjunto com o cálcio na formação dos ossos e dentes, além disso, é essencial para todas as células, pois as protege fortalecendo suas membranas.
Fontes: aves, carnes, cereais integrais, gema de ovo, queijos, leguminosas e nozes.

Magnésio: desempenha papel de co-enzima no metabolismo do fósforo, ativa o metabolismo dos carboidratos, além disso, interfere na transmissão e na atividade neuromuscular.
Fontes: carnes, cereais integrais, chocolate, hortaliças verde escuras, leite, leguminosas, nozes e tofu.

Potássio: participa do equilíbrio osmótico e da regulação da atividade neuromuscular, além disso, participa do crescimento celular.
Fontes: carne, cereais, frutas, leite, leguminosas e vegetais em geral.

Selênio: participa do metabolismo das gorduras, vitamina E, além disso, possui função antioxidante.
Fontes: carnes, castanha do Pará,  cebola, grãos e leite.

Sódio: sua principal função é regular a quantidade do fluido corpóreo, também auxilia na condução dos impulsos nervosos e no controle da contração muscular.
Fontes: alimentos de origem animal, embutidos, frutos do mar, leite e seus derivados, ovos e sal de mesa comum.

Zinco: é constituinte de diversas enzimas e insulina, é fundamental no metabolismo dos ácidos nucléicos.
Fontes: arenque, farelo de trigo, fígado, leguminosas, mariscos e ostras..

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nutrientes - 1ª parte

Atendendo a alguns pedidos, o texto do blog será sobre os nutrientes. O que são os nutrientes, quais as suas funções no organismo e em quais alimentos podemos encontrá-los. Irei dividir em duas partes. Na primeira parte falarei sobre os macronutrientes e na segunda parte sobre os micronutrientes.

Os nutrientes são substâncias que fazem parte dos alimentos, possuem funções variadas no organismo e são fundamentais para o seu bom funcionamento e manutenção da saúde. São divididos em macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos) e micronutientes (vitaminas, minerais) e fibras. 




Os macronutrientes são os principais fornecedores de calorias, os carboidratos e as proteínas, quando totalmente metabolizados no organismo, geram 4 kcal de energia por grama, enquanto as gorduras, 9 kcal. Nenhum alimento possui todos os nutrientes em quantidade suficiente para atender às necessidades do organismo, por isso a alimentação diária deve ser variada. 

Os carboidratos fornecem a maior parte da energia necessária para realizarmos nossas funções vitais. Entre 50 e 60% das calorias diárias de um indivíduo devem ser desse nutriente. Quando metabolizados pelo organismo, os carboidratos são transformados em glicose. A glicose é a principal fonte de energia das células do nosso organismo. Os carboidratos podem ser classificados em simples ou complexos. Os carboidratos simples (glicose, frutose, sacarose e lactose) são os mais encontrados nos alimentos. Eles são facilmente digeridos e absorvidos pelo organismo por apresentar estrutura química simples. O açúcar, mel, balas, açúcar do leite e das frutas, cana de açúcar, rapadura, chicletes, doces em geral, refrigerantes são as principais fontes alimentares desse nutriente. Os carboidratos complexos possuem estrutura química mais complexa, por isso a digestão e absorção desse nutriente é mais lenta. Fazem parte desse grupo a aveia, centeio, cevada, trigo, milho, as farinhas em geral, pães e massas integrais, os tubérculos (mandioca, batata-doce, cará, inhame, batata, mandioquinha) e as leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão de bico e soja).

As proteínas são indispensáveis ao nosso organismo. Assim como os carboidratos e gorduras elas também são fonte de calorias, além disso, fornecem aminoácidos (responsáveis pelo crescimento e manutenção do organismo). Quando ingeridas, as proteínas são “quebradas” em pedaços menores, os aminoácidos, que serão absorvidos pelo organismo no intestino. Existem 20 tipos diferentes de aminoácidos, 12 deles nosso organismo consegue produzir, os 8 restantes, chamados de aminoácidos essenciais, devem estar presentes na alimentação. As proteínas podem ser de origem animal ou vegetal. As de origem animal possuem em sua composição uma maior quantidade de aminoácidos em relação às proteínas de origem vegetal. A recomendação de ingestão diária de proteína é de 15 a 20% do valor calórico total para indivíduos saudáveis. Os principais alimentos fonte desse nutriente são as carnes de todos os tipos, os ovos, leite e derivados, queijos, leguminosas (feijões, lentilha, grão de bico e soja), castanhas e nozes.

As gorduras são componentes alimentares que por conterem menos oxigênio que os carboidratos e proteínas, fornecem mais calorias. Exercem função protetora contra choque mecânico e como isolante térmico. Ainda desempenham função de transportadora de vitaminas (A, D, E e K) e fornecem ácidos graxos essenciais, que não são produzidos pele organismo. A ingestão diária deve ser de 25 a 30% do valor calórico total para indivíduos saudáveis e devem ser provenientes preferencialmente de alimentos vegetais e seus óleos. As gorduras são classificadas em saturadas e insaturadas. A gordura saturada  contém colesterol em sua composição e pode elevar os níveis desse tipo de gordura no sangue, aumentar o depósito de gordura nas artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Este tipo de gordura está presente nos alimentos de origem animal (manteiga, carnes, creme de leite, leite e derivados) e de origem vegetal (leite de coco e coco seco). As gorduras insaturadas são importantes componentes alimentares, auxiliam na manutenção das gorduras sanguíneas (colesterol e triglicérides). São subdivididas em monoinsaturadas encontradas no azeite de oliva, abacate, óleos de canola, girassol ou amendoim, e poliinsaturadas, encontradas em peixes, semente de linhaça e óleo de soja. Existe outro tipo de gordura, a trans. Ela é obtida através do processo de hidrogenação, e tem ação semelhante à gordura saturada e, além disso, diminui o HDL, conhecido como bom colesterol, e aumenta o LDL, o colesterol ruim. É encontrada principalmente na gordura vegetal hidrogenada, presente nos alimentos industrializados como bolachas, tortas, sorvetes e alimentos congelados em geral.